Ainda em 2019, especialistas explicaram que a casa foi construída em cima da Lagoa do Prato Raso, um local aterrado sem a remoção de restos de plantas. Ao longo do tempo, a vegetação entrou em um processo químico de fermentação e produziu os gases carbônico e metano, que aumentaram a temperatura do chão.
Neste ano, a situação está sendo monitorada desde segunda-feira (18) por Equipes da Defesa Civil e da Secretaria do Meio Ambiente de Feira de Santana, em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).
Segundo Hilda Talma, doutora em química analítica e professora da universidade, o confinamento é preocupante por causa dos riscos de explosão.
"A preocupação é de avaliar e determinar a quantidade de metano na atmosfera para saber se ele está em um teor de risco para causar explosão. No momento, não há esse risco. Porém, existe um outro risco, referente a formação dos gases que ficam confinados embaixo [da casa]. O confinamento desses gases causa risco de explosão", afirmou.
Água fervente foi encontrada no buraco — Foto: TV Subaé
O diretor de planejamento da Secretaria de Meio Ambiente, João Dias, também participa do monitoramento. Ele explicou que os moradores precisam sair da casa para que o problema seja estudado.
"A gente precisa desapropriar este imóvel, para que a gente contrate uma universidade em expertise nesse assunto para remover o imóvel e verificar a causa desse problema", disse.
Ele não informou se já existe uma data para a realização dessa operação.