A medida, que mantém a composição do governo Lula, foi aprovada por placar de 337 a 125. Agora, o texto vai para o Senado, que precisa aprovar a matéria até as 23h59 desta quinta para que a MP não perca a validade.
Ao deixar o Congresso, Lira disse que os líderes de partidos independentes que não fazem parte da base do governo reconheceram a necessidade de dar mais uma oportunidade ao Planalto.
"Estamos longe de estarmos comemorando uma base, como alguns tentam perpassar. Amanhã será um novo dia. Dia de Senado apreciar a matéria", afirmou o presidente da Câmara.
Lira disse ainda que o governo vai ter mais uma oportunidade de trabalhar em uma articulação mais permanente para ter condições de "ter dias mais tranquilos".
"Importante que se diga, deixe claro, que daqui pra frente, governo vai ter que andar com suas pernas. Não haverá nenhum tipo de sacrifício."
Lira afirmou que a construção do placar foi feita com "muita conversa, parcimônia e tranquilidade dos líderes".
Para que a MP fosse aprovada, o presidente Lula precisou entrar pessoalmente nas negociações. Além disso, o governo liberou R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares, um recorde para o ano.
Editada por Lula em janeiro, a MP aprovada na Câmara nesta quarta-feira (30) criou novos ministérios e redistribuiu órgãos e atribuições entre as pastas.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (União-MG), marcou para esta quinta a sessão para votar o texto na Casa.
Mesmo com a aprovação na Câmara, a estrutura original montada pelo governo acabou sofrendo algumas modificações, principalmente nos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, o que gerou insatisfações.