‘Se ele quiser morrer o problema é dele’, diz atendente do Samu de Curitiba em ligação.
07/01/2019 12:00 em Brasil

Uma funcionária do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Curitiba foi afastada pela prefeitura por dificultar o atendimento a um homem ferido na cabeça, no sábado (5). "Se ele quiser morrer o problema é dele", diz ela na ligação Na ligação feita pelo empresário Valdecir Mikuska, que encontrou o homem caído em um canteiro central de uma via, ela afirma que era preciso autorização do ferido para que fosse enviada uma ambulância até a Avenida Santa Bernadete. O empresário  conta que no tempo em que foi tentar conversar com o homem caído, para perguntar se ele queria ajuda, a ligação caiu ou foi desligada. Segundo ele, o homem era um venezuelano, que aparentava ter entre 35 e 40 anos, e contou ter sido alvo de agressões. Na segunda ligação, a atendente pegou as informações básicas e passou para um médico conversar com o empresário.

Conforme a assessoria da prefeitura, a vítima foi atendida na ambulância e liberada, pois não havia necessidade de encaminhamento para um hospital. Em nota, a prefeitura disse que o atendimento não foi correto e que medidas administrativas serão tomadas para apurar o caso. A secretária municipal de Saúde Márcia Cecília afirma que a funcionária foi afastada do cargo e responderá a um processo interno.

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